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Vigência de novas alíquotas de IR sobre ganho de capital é questionada

Segunda-feira 21 de Março de 2016.

Por Laura Ignacio | De São Paulo

A norma que aumenta as alíquotas do Imposto de Renda (IR) sobre o ganho de capital da pessoa física poderá ser questionada no Judiciário, se o Fisco passar a cobrar as alíquotas majoradas a partir deste ano. A Lei nº 13.259 entrou em vigor na quinta-feira, quando foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Quem obteve ganho de capital poderá ir à Justiça para não pagar mais do que 15% de IR este ano, segundo tributaristas. Antes, incidia esse percentual para ganho de qualquer valor. Agora, incide 15% para até R$ 5 milhões, 17,5% para valores entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, 20% de R$ 10 milhões a R$ 30 milhões e 22,5% acima deste montante.

O governo federal incluiu a previsão de R$ 1,8 bilhões de arrecadação extra com a medida no relatório de receitas do orçamento deste ano.

A presidente Dilma Rousseff vetou um parágrafo que dizia que as novas alíquotas só produzem efeitos "em relação a alienações ocorridas a partir de 1º de janeiro de 2016, ficando afastada sua aplicação a operações consumadas antes dessa data, ainda que a definição ou o recebimento do preço da alienação, total ou parcialmente, ocorra após 31 de dezembro de 2015". O veto, porém, gerou dúvidas.

Segundo o advogado Rafael Nichele, do Cabanellos Schuh Advogados Associados, quem tiver ganho de capital em 2016, sujeito às alíquotas novas, pode entrar com ação na Justiça para continuar a pagar 15%. "Como a Medida Provisória nº 692 apenas foi convertida em lei este ano, só podia produzir efeitos em 2017", diz. O advogado se baseia no artigo 62 da Constituição Federal, segundo o qual MP que implique aumento de carga tributária só pode produzir efeitos no ano seguinte.

Mas como a presidente vetou um parágrafo que trata da vigência das novas alíquotas para negócios feitos a partir de 1º de janeiro de 2016, o advogado Guilherme Anachoreta Tostes, do Levy & Salomão Advogados, acredita ser difícil que o Fisco exija as novas alíquotas este ano. "O dispositivo que diz que a lei entra em vigor este ano só deve ter permanecido na lei porque ela não poderia vetá-lo. A Receita deve estar preparando uma norma para dizer que a lei só será aplicada a partir de 2017", afirma.

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Fonte: Valor Econômico

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