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Eisa e Eisa Petro Um entram com pedido de recuperação judicial

Quarta-feira 16 de Dezembro de 2016.

Por Francisco Góes | Do Rio

O Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), do Synergy Shipyard, da família Efromovich, entrou ontem com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O processo foi distribuído para a 1ª Vara Empresarial do TJ-RJ. O processo inclui ainda a subsidiária Eisa Petro Um, sociedade de propósito específico (SPE) também controlada pelo Sinergy e que foi criada para atender encomendas da Transpetro, a subsidiária de logística da Petrobras.

Em nota, o Eisa afirmou: "A diretoria das empresas, respaldadas pelos acionistas, tomou essa decisão difícil, porém racional, com objetivo de preservar os estaleiros e permitir que suas atividades sejam retomadas plenamente o mais breve possível, após entendimento com seus clientes, fornecedores e demais credores." O Eisa fechou as portas na segunda-feira e anunciou o corte de trabalhadores. O estaleiro tem cerca de três mil trabalhadores e a previsão é que mais de 90% sejam demitidos. Já o Eisa Petro Um já estava paralisado e seus ex-funcionários ainda tentam receber o dinheiro das indenizações.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Jesus Cardoso, disse ontem que os trabalhadores do Eisa ainda vivem a incerteza provocada pelo anúncio das demissões. "Não há dinheiro para pagar as indenizações", disse Cardoso. Segundo ele, parte do 13º e dos salários de maior valor referentes a novembro não foram pagos, além de tíquete alimentação e férias. A folha salarial do Eisa gira entre R$ 12 milhões e R$ 13 milhões por mês, mais impostos.

Na nota divulgada ontem, a empresa afirmou que a direção do Eisa e do Eisa Petro Um reafirma o compromisso de restabelecer as atividades dos estaleiros em um processo de recuperação com respaldo na Justiça. "Mantemos a esperança e a disposição para que os estaleiros voltem à normalidade no mais breve prazo possível." Na avaliação de fontes do setor, houve atrasos nas obras de construção de navios pelo Eisa, o que motivou uma discussão com armadores. Alguns clientes não aceitaram repactuar contratos depois que o Eisa entrou em dificuldades e paralisou as atividades no ano passado. As operações foram retomadas com um aporte de capital do sócios, mas este ano a crise financeira se agravou. O Eisa ainda espera que clientes consigam negociar a liberação de recursos com agentes financeiros do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para concluir a construção de navios no estaleiro.

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Fonte: Valor Econômico

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