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Banco começa a se adaptar à reforma

Terça-feira 05 de Setembro de 2017.

Por Laura Ignacio | De São Paulo

Como nas demais empresas, a reforma trabalhista provocou insegurança entre os trabalhadores do Itaú Unibanco por permitir que alterações sejam feitas para cortar custos. "Fizemos um comunicado para tranquilizar a base sobre o que pensamos em desenvolver em relação à jornada. Acredito que a reforma deverá reduzir a judicialização", afirma Leila Melo, diretora executiva do jurídico do banco.

A instituição financeira ainda estuda quais mudanças serão adotadas, mas seu sistema já está sendo adaptado, por exemplo, para a quebra das férias em três períodos. "Nossos sistemas precisam se adequar rapidamente para já fazer isso e colocar em prática logo que a lei entrar em vigor."

Segundo Leila, além da possibilidade de quebra das férias, a reforma trabalhista permitirá que o trabalhador tenha mais liberdade e autonomia, o que também deve reduzir a possibilidade de condenações judiciais. "O trabalhador poderá adotar, por exemplo, a compensação de jornada, poderá trabalhar uma jornada parcial em casa após combinar com empregador, fazer home office. São mudanças que muitas pessoas esperavam há muito tempo", diz.

Antes era um risco enorme para as empresas, segundo a diretora executiva do Itaú. Na Justiça do Trabalho, o funcionário poderia dizer que trabalhou 14 horas. "Com a entrada em vigor da reforma, as empresas poderão partir para uma forma de trabalho mais leve e colaborativa. E para as empresas e bancos representará também mais segurança", afirma

Leila destaca ainda o fato de a nova legislação permitir acordos individuais com profissionais com curso superior que ganhem mais de R$ 11 mil, respeitados os limites constitucionais. Para ela, essa é outra mudança que deverá ser muito bem recebida pelos funcionários, reduzindo o risco de litígio judicial.

Também será possível, acrescenta a diretora executiva, combinar a demissão com o trabalhador e pagar todas as verbas rescisórias - com o desembolso de metade do aviso prévio e da indenização sobre o saldo do FGTS, o trabalhador poderá sacar 80% do que tem no fundo. "Essa é uma das mudanças que provam que a lei veio encontrar a realidade e dar mais segurança aos empregadores. Em muitos casos, o empregado pedia para ser desligado e devolvia a multa para a empresa para poder sacar o FGTS", diz. "Acho que a médio prazo deve causar impacto financeiro para o banco por reduzir a judicialização."

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Fonte: Valor Econômico



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