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Ampliação de acordo com México deve aumentar exportações do Brasil

Sexta-feira 05 de Agosto de 2016.

Mudança no ACE-53 reduziria a tributação sobre mais de 8 mil produtos trocados entre os dois países; a medida poderia incrementar os embarques, que já cresceram 177% em volume no ano

São Paulo - As vendas para o México renderam US$ 2,171 bilhões ao Brasil entre janeiro e julho deste ano, alta de 8% ante igual período de 2015. Segundo especialistas, a ampliação do Acordo de Complementação Econômica 53 (ACE-53) vai aumentar essa cifra.

Atualmente, o compromisso assinado pelos dois países reduz as taxas cobradas em negociações de quase 800 produtos. "Ainda é muito limitado e está longe de extrair o potencial de México e Brasil", avaliou Mônica Rodriguez Hinojosa, consultora da Barral M Jorge.

Uma mudança do ACE-53 incluiria no acordo oito mil novas mercadorias, que também teriam tributação diminuída ou zerada, explicou Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com os entrevistados, a evolução do tratado comercial deve acontecer ainda neste ano. "Novas rodadas de discussão já foram marcadas para o segundo semestre", adiantou Mônica.

Ela ressaltou que as vendas brasileiras para os mexicanos têm grande participação de produtos de maior valor agregado, como máquinas, automóveis, ferro, aço, químicos e borracha. Além destes, Abijaodi indicou que o setor de alimentos deve ser beneficiado se o escopo do ACE-53 for ampliado.

Segundo Mônica, as vendas para o país latino-americano devem crescer nos próximos anos. Com isso, o Brasil poderia subir no ranking das principais nações que exportam para o México. "Hoje, estamos apenas na décima terceira posição", afirmou a especialista.

Já Abijaodi destacou a importância dos mexicanos na região. "A pauta de comércio exterior deles não é igual à nossa, como acontece com outros países. Isso abre mais possibilidades para nós", disse.

Investimentos

O diretor da CNI defendeu ainda o fechamento de um acordo que vá além do âmbito comercial. Para ele, a abertura das compras governamentais dos dois países e a redução das barreiras ao investimento favoreceriam o Brasil.

"Isso permitiria uma maior integração das cadeias produtivas, estimularia os aportes empresariais e possibilitaria o acesso a outros mercados", apontou o especialista.

A abertura das compras governamentais possibilitaria, por exemplo, que empresas brasileiras participassem de licitações públicas mexicanas. Já a liberação de investimentos proposta pelo entrevistado permitiria que companhias do Brasil instalassem operações no país latino-americano com maior facilidade.

"Como o México faz parte do Nafta e tem vários acordos com os EUA, a aproximação aumentaria o acesso dos brasileiros a tecnologia e inovação. Seria algo bastante positivo", disse Abijaodi.

Em abril, Brasil e Peru fecharam um acordo semelhante. Entre os pontos previstos no compromisso, o Acordo de Ampliação Econômico Comercial Brasil - Peru abriu os mercados de compras públicas e liberalizou investimentos.

Comércio

Os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que o crescimento das exportações para o México, se confirmado em 2016, quebraria uma série de baixas que começou em 2013.

Naquele ano, os embarques geraram US$ 4,230 bilhões para vendedores brasileiros. O auge das negociações foi atingido em 2006, quando US$ 4,458 bilhões foram recebidos pelas exportações.

Em 2016, o câmbio desvalorizado, na comparação com o início de 2015, e uma maior estabilidade político-econômica já permitiram o avanço das vendas, disse Mônica.

Ainda maior foi o aumento do volume exportado pelos brasileiros. Com a venda de 3,272 bilhões de quilos até julho, a alta chegou a 177% na comparação com igual período do ano passado.

O crescimento dos embarques foi notado tanto nas trocas de mercadorias industrializadas quanto nas negociações de produtos básicos.

Em sete meses de 2016, os mexicanos gastaram US$ 1,921 bilhão em manufaturados e semimanufaturados brasileiros, frente a US$ 1,868 bilhão em sete meses de 2015. Automóveis (US$ 141 milhões) ocuparam o topo da tabela entre os industrializados mais vendidos pelo Brasil.

Já os gastos com produtos básicos avançaram de US$ 133 milhões, em 2015, para US$ 246 milhões, neste ano. O minério de ferro (US$ 74 milhões) foi a commodity mais vendida até o mês passado.

Importações

Por outro lado, as compras brasileiras do México caíram neste ano. Foi gasto US$ 1,901 bilhão com produtos do país latino-americano, frente a US$ 2,859 bilhões em sete meses do ano passado.

O recuo foi registrado principalmente nas importações de mercadorias industrializadas, com diminuição de US$ 2,812 bilhões, em 2015, para US$ 1,868 bilhão, em 2016.

Automóveis (US$ 272 milhões) lideram o ranking dos produtos mais comprados pelo País. Em seguida, produtos químicos completam as três primeiras colocações.

Renato Ghelfi

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Fonte: Valor Econômico

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